PATENTE DO SISTEMA DE FALA DO DOSVOX
    
    Refere-se a presente inveno a um esquema para sntese de fala 
em lngua portuguesa, que se utiliza de uma interface conversora, 
acoplavel  interface de impressora de microcomputadores, e que 
no se utiliza de fonte externa de energia para amplificao da fala.

    Atualmente os esquemas de sntese de fala em lngua portuguesa 
se utilizam de elementos geradores de sons (sintetizadores) de preo 
relativamente alto, e que inibem sua utilizao ampla em micro-computadores 
de propsito geral.  A maior parte de tais sistemas se baseia em 
circuitos integrados conversores, preparados para a lngua inglesa 
e que no conseguem sintetizar corretamente a fala em lngua portuguesa.  
Existem tambm sistemas simples, baseados em placas conversoras geradoras 
de som, que tem suficiente generalidade para falar portugus, mas pelo 
fato de utilizarem placas internas ao microcomputador, inviabilizam 
que um programa executando num equipamento que no possua uma placa 
como esta, possa fazer uso de fala em lngua portuguesa.

    Com o intuito de solucionar estes problemas, foi desenvolvida 
a presente inveno, que se constitui numa interface que, controlada 
por rotinas convenientes de programao,  capaz de sintetizar a 
lngua portuguesa com fidelidade, num microcomputador que utilize 
uma interface convencional de impressora.  A sada sonora produzida 
pela presente inveno  produzida num fone de ouvido convencional, 
sendo facilmente acoplada um amplificador externo de udio convencional.

    A presente inveno deve ser entendida atravs de dois elementos 
principais:  o subsistema de converso e o subsistema de converso 
e amplificao, mostrado na figura 1.  O primeiro elemento toma uma 
palavra genrica em lngua portugusa, realiza sua converso atravs 
de um processo estilo "mquina de estados finitos" , gerando uma 
sequncia de fonemas bsicos.  O segundo elemento toma a sequncia 
de fonemas e os reproduz no fone de ouvido.   Por questo de barateamento 
do mtodo, a mquina de estados finitos no precisa ser realizada 
em circuito eletrnico, sendo implementada como como uma rotina 
do computador ao qual est acoplado o esquema de converso e amplificao.

    A partir de uma palavra genrica em lngua portuguesa, a mquina 
de estados finitos, toma suas decises baseadas na tabela de associao 
grafema-fonema, mostrada na tabela 1.  O que a mquina realiza, em 
sntese,  identificar o grafema entre parnteses, dentro da palavra, 
e produzir como sada a lista de fonemas identificada  direita do 
sinal de igual.  Os grafemas so testados pela sua vizinhana com 
outros grafemas, que podem ser letras especficas, vogais em geral, 
consoantes em geral, o incio e o fim da palavra.  Letras maisculas 
na tabela identificam que o fonema gerado ser forte (slaba tnica), 
substituindo a situao genrica de paroxitonicidade que  preferencial 
na lngua portuguesa.

    O mtodo assim posto no produz uma traduo correta para todas 
as palavras da lngua portuguesa.  Para resolver as discrepncias, 
as palavras que no se adequem ao mtodo podem ser armazenadas numa 
tabela que  bastante pequena para ser armazenada numa memria de 
leitura exclusiva, que realize um "by-pass" da mquina de estados finitos.  
A tabela 1 constitui-se em item relevante de originalidade neste pedido 
de patente.

    A partir da traduo fontica, a traduo para sons se realiza 
enviando os fonemas bsicos, mostrados na tabela 2, para o esquema 
de converso e amplificao.  Os fonemas bsicos so armazenados 
na memria convencional do computador.  Os fonemas bsicos podem ser 
sintetizados algoritmicamente, ou como no caso da implementao 
corrente do sistema, ter sido previamente adquiridos de um microfone 
atravs de uma interface convencional de aquisio de som por computador.

    A etapa de converso, mostrada na figura 1, basicamente se 
realiza atravs do uso de um conversor digital para analgico por 
divisor resistivo.  A alimentao eltrica deste conversor  tomada 
dos prprios sinais do conector de impressora do microcomputador 
(strobe, autofeed XT, init, select in).  Um capacitor realiza uma 
filtragem do sinal para melhorar o sinal audvel.  Uma resistncia 
varivel ajusta o nvel de sada.  A etapa de amplificao  o segredo 
da qualidade sonora: dois amplificadores operacionais realizam de 
forma independente a amplificao dos nveis positivos e negativos 
da onda, conseguindo desta forma um nvel suficiente para acionar 
um fone de ouvido convencional.  Capacitores estrategicamente 
colocados fornecem energia durante a fala a pontos crticos do sistema.  
Os valores usados so altamente crticos, e esto descritos na figura 1.

REIVINDICAES

	1o.)  "SINTETIZADOR DE VOZ EM LNGUA PORTUGUESA PARA MICROCOMPUTADOR", caracterizado por um esquema de converso grafemas-fonemas para portugus.

	2o.)  "SINTETIZADOR DE VOZ EM LNGUA PORTUGUESA PARA MICROCOMPUTADOR", caracterizado por utilizar interface acoplada a conector de impressora, que realiza a fala em fone de ouvido, sem necessidade de amplificador externo.

FIGURA 1

TABELA 1

CONVERSO FONTICA DO SINTETIZADOR, PARA FALA CARIOCA

( )= / / / |    (AM)%=a~/w|     (AM)[=a~|       (A^M)%=A~/w|
(AN)[=a~|       (A^N)[=A~|      (A)NH=a~|       (A)M=a^|
(A)N=a^|        #(A')= /A|      (A')=A|         #(A^)= /A^|
(A^)=A^|        #(A~)= /A~|     (A~)=A~|        (A`)=a|
(A)=a|          (B)*= /b/y|     (B)= /b|        (CH)= /x|
(C)+= /s|       (C)*= /k/y|     (C)= /k|        (D)*= /dj/y|
(D)I'= /dj|     (D)I= /dj|      (DE)\%= /dj/y|  (D)= /d|
(E)LA%=E|       (E)CE%=E|       (E)GA%=E|       (E)RA%=E|
(EX)O%=E/ks|    %(E)%=i|        (E)\%=y|        (E'M)[=E~|
(E^M)[=E~|      (EM)[=e~|       (E'M)[=E~|      (E^N)[=E~|
(EN)[=e~|       (E^)NH=E~|      (E)NH=e~|       U(E')=E|
#(E')= /E|      (E')=E|         #(E^)= /E^|     (E^)=E^|
(E)=e^|         (F)*= /f/y|     (F)= /f|        (GU)+= /g|
(GU")= /g/w|    	(GU)]= /g/w|   	(G)+= /j|      	(G)*= /g/y|
(G)= /g|        (H)=|           (I'M)[=I~|      (IM)[=i~|
(I'N)[=I~|      (IN)[=i~|       (I')NH=I~|      (I)NH=i~|
GU(I)=i|        QU(I)=i|        #(I)RR=y|       #(I)&[=i|
#(I')= /I|      #(I)=y|         (I')=I|         (I)=i|
(J)= /j|        (K)=k|          (LH)= /lh|      (L)#= /l|
_(L)#= /l|      (L)#=l|         (L)=w|          (M)N= /m/y|
(M)= /m|        (NH)= /nh|      (N)= /n|        (O)RTA%=o/
(O)STA%=o/      (O)SA%=o/       (O)ZA%=o/       (O)LA%=o|
(O)L%=o|        (O)X%=O|        (O)CA%=o|       (OM)%=o~|
(O^M)[=O~|      (OM)[=o~|       (O^N)[=O~|      (ON)[=o~|
(O)VA=o|        #(O')= /O|      (O')=O|         #(O^)= /O^|
(O^)=O^|        #(O~)= /O~|     (O~)=O~|        %(O)%=w|
#(O)%=w|        (O)\%=w|        (O)=o^|         (P)*= /p/y|
(P)= /p|        (QU)+= /k|      (QU")= /k/w|    	(QU)= /k/w|
(RR)= /rr|      %(R)= /rr|      S(R)= /rr|      N(R)= /rr|
#(R)[=rr|       #(R)#= /r|      (R)=r|          (SS)= /s|
%(S)= /s|       B(S)[=x|        B(S)= /s|       P(S)[=x|
P(S)= /s|       N(S)[=x|        N(S)= /s|       R(S)= /s|
(S)[=s|         (S)= /z|        (T)I'= /tch|    (T)I= /tch|
(TE)\%= /tch/y| (T)*= /tch/y|   (T)= /t|        (U'M)[=U~|
(UM)[=u~|       (U'N)[=U~|      (UN)[=u~|       (U')NH=U~|
(U)NH=u~|       #(U)RR=w|       #(U)&[=u|       #(U')= /U|
(U')=U|         #(U)=w|         (U)=u|          (V)= /v|
(W)=u|          (X)%=ks|        %E'(X)#= /z|    %E^(X)#= /z|
%E(X)#= /z|     %](X)#= /ks|    AU(X)=s|        #(X)[=x|
(X)= /x|        (Y)=i|          (Z)%=x|         (Z)= /z|

TABELA 2

FONEMAS BSICOS USADOS NO SINTETIZADOR PARA FALA CARIOCA

a e i o u 
a^ e^ o^
a~ e~ i~ o~ ~u~
ay ey oy uy
a^y e^y o^y
aw ew iw ow
a^w e^w o^w
b k d dj f g j l m n p r rr s t tch v x ks z
